O [Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)] surgiu [...] como instrumento de planejamento institucional na Portaria MEC nº 1.466, de 12 de julho de 2001. [...] As [Instituições Federais de Ensino Superior (IFES)] tiveram que elaborar seus PDIs sem a existência de um modelo adequado. [...] Tal fato resultou em intermináveis discussões e muita resistência, [...] agravando confrontos e disputas político-ideológicas, em detrimento de uma discussão que fosse centrada no aspecto técnico e legal do planejamento institucional.
A pandemia de COVID-19, que assolou o mundo, [...] provocou uma crise inédita o ensino presencial. No Brasil, no que se refere ao ensino superior, [constatou-se] que, apesar da existência de PDI como instrumento de planejamento institucional, em vigor há mais de 10 anos, não se detectou a existência de "um plano de contingência que fosse capaz de lidar com a crise". [...]
Os conflitos foram inevitáveis, e a inércia foi o resultado [...]. A cegueira causada pelas intermináveis discussões ideológicas e pelo negacionismo serviu, a uns e outros, como desculpa para a omissão e para a ausência de propostas de solução viáveis diante da gravidade da situação. Todos perdem [...]. A quem serve tal tipo de coisa?